ALIMENTAÇÃO
ADEQUADA
Pacientes com doença
pulmonar podem apresentar perda de peso, desnutrição e maior
morbidade.
Com a desnutrição, há distúrbios minerais,
eletrolíticos e energéticos, em nível muscular, causando
diminuição da contratilidade dos músculos. Conseqüentemente,
há redução na capacidade pulmonar de manter os níveis
adequados de ventilação, devido aos efeitos de depleção
nutricional sobre os músculos respiratórios.
A
necessidade calórica, nestes casos, torna-se aumentada, sendo
importante o adequado aporte nutricional para recuperar o
estado nutricional e melhorar a força dos músculos
respiratórios e esqueléticos
periféricos.
O organismo pode ser comparado a uma
máquina que utiliza energia do alimento para o seu
funcionamento. Neste processo libera calor que é controlado
para a manutenção da temperatura do corpo sempre em níveis
regulares.
Ao contrário de outras máquinas, nosso
organismo está continuamente destruindo (catabolismo) e
construindo (anabolismo) os seus elementos. Alguns alimentos
são vitais, pois participam da composição de nutrientes
fundamentais para o funcionamento da máquina.
O
alimento é fundamental para a manutenção de todos os
nossos processos vitais. É através dele que obtemos a energia
necessária para a manutenção destes processos. Uma dieta
adequada é aquela que assegura a ingestão equilibrada de
açúcares, gorduras, proteínas, vitaminas e sais minerais, além
de água.
Uma dieta inadequada está relacionada às
inúmeras doenças. A dieta adequada é aquela que contém leite
ou seus derivados, carnes (vaca, porco, carneiro, coelho, aves
ou peixes), frutas, vegetais, cereais e pães.
A
absorção dos alimentos pelo trato digestivo recebe a
influência de diversos fatores como, por exemplo, a utilização
de determinados medicamentos, ingestão regular de bebida
alcoólica e estado depressivo.
A utilização prolongada
de antibióticos produz alterações em nossa flora intestinal, o
que pode alterar a absorção de determinadas vitaminas.
A quantidade de alimento necessária
depende de fatores como o sexo, peso, atividade física e
evidentemente a idade. Uma pessoa de 70 kg, com mais de 50
anos, deve receber ao dia um mínimo de 1200 quilocalorias por
dia, menos do que um adulto jovem de mesmo peso que gasta em
média de 2500-3000 quilocalorias por dia. Evidentemente estes
valores variam com o tipo de atividade física de cada um, mas
na terceira idade o gasto calórico tende a diminuir.
A
avaliação calórica torna-se muito importante durante uma
doença, quando devem ser redobrados os cuidados com a
quantidade e a qualidade de alimentos ingeridos.
Uma dieta
incorreta pode ocasionar riscos à saúde. Diante de algum tipo
de doença o padrão poderá ser alterado, mas sempre sob controle
médico.
Diante de determinadas doenças os cuidados alimentares
devem ser redobrados, havendo então a necessidade de uso de
vitaminas. O estado emocional alterado como a depressão e o
estresse, por exemplo, podem interferir diretamente na
absorção de alimentos, podendo inclusive ocorrer queda na
resistência física.
A água também é de suma
importância. Beber menos água o que pode facilitar uma série
de situações patológicas, como a desidratação e o aumento da concentração de
medicamentos no sangue.
Deve ser sempre observada uma
ingestão razoável de líquidos, em torno de 2 litros por dia
numa pessoa com 70 kg. É claro que em determinadas situações
patológicas deve haver restrição hídrica, como na insuficiência cardíaca, doenças renais ou hepáticas,
etc.
Em algumas situações há necessidade de
suplementação da dieta, havendo produtos com esta finalidade
no comércio.
As frutas, legumes e verduras são ricas
em fibra alimentar, minerais e diferentes tipos de vitaminas,
como os carotenóides, precursores da vitamina A que protege
contra catarata e outras doenças da visão, além de auxiliar na
imunidade do organismo.
O consumo regular da variedade
desses alimentos, combinados com outros ricos em carboidratos
pouco processados, oferece garantia contra a deficiência da
maioria das vitaminas e minerais e aumenta a resistência às
infecções.
Estudos científicos comprovam que uma
alimentação rica em frutas, legumes e verduras está associada
ao menor risco de desenvolvimento de doenças crônicas
não-transmissíveis (hipertensão, acidente vascular cerebral,
câncer) e à manutenção do peso
adequado.
Esses alimentos também são protetores
do organismo contra as doenças pulmonares crônicas e
obstrutivas, incluindo a asma e a bronquite.
A
trilogia "frutas, legumes e verduras" é utilizada para
enfatizar a importância da variedade alimentar e porque esses
alimentos devem ser considerados parte importante das
refeições e não somente lanches
ocasionais.
· É importante destacar que o
Ministério da Saúde incentiva o consumo desses grupos de
alimentos em suas formas naturais, excluindo assim os produtos
com alta concentração de açúcar, como as geléias de frutas, as
bebidas com sabor de frutas e os vegetais em conserva.
· O ideal do consumo para as famílias brasileiras é de
pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das
refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e
lanches.
Dicas para uma Boa
Alimentação
1. Dividir a alimentação em 3 refeições
principais e 3 lanches intermediários. Isso evita que o
indivíduo fique beliscando entre as refeições, já que irá
consumir pequenos lanches, aumenta o trabalho intestinal, pois
haverá estímulo constante do trato digestivo e aumenta o gasto
de energia para o metabolismo dos alimentos. Além disso,
pequenos volumes ingeridos várias vezes ao dia fazem com que
um estômago dilatado volte aos poucos ao
normal.
2. Deve-se mastigar no mínimo 30 vezes cada
garfada. Esta ação proporciona uma melhor digestão e um melhor
aproveitamento dos nutrientes, maior gasto de energia e uma
menor ingestão alimentar, pois comendo devagar, uma menor
quantidade de alimentos fará com o indivíduo se sinta
saciado.
3. Deve-se ingerir muito líquido,
principalmente água (2 a 3 litros) para a manutenção das
funções normais do organismo, mas sempre no intervalo das
refeições.
4. O açúcar deve ser diminuído ou
substituído por algum outro adoçante. É muito calórico e não
traz benefícios à saúde.
5. As fibras devem fazer parte da ingestão
diária para assegurar um bom funcionamento intestinal e para
auxiliar na prevenção e tratamento de doenças como o aumento
do colesterol e câncer de cólon. Além disso, alimentos ricos
em fibras reduzem a sensação de fome. Recomenda-se o consumo
de 20 a 30g de fibras por
dia.
6. O exercício físico, quando praticado de
forma correta e orientado por profissional especializado,
acelera a queima da gordura armazenada, auxiliando na redução
de peso.
7. Fazer as refeições em lugar tranqüilo e
sem pressa. Nunca se deve comer andando, vendo televisão ou
discutindo com alguém. O ambiente deve ser calmo para que as
frustrações não sejam descontadas no prato de comida. Com
pressa, o indivíduo come exageradamente sem perceber, pois
demora mais tempo para sentir
saciedade.
8.
Não dormir logo após as refeições e não comer alimentos
pesados à noite, pois nesse período a digestão é mais lenta e
difícil.
Fonte: Boletim eletrônico da Assessoria
de Comunicação Social do Ministério da
Saúde
www.nutritotal.com.br
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